O Brasil é um país de mulheres

O Brasil é um país de mulheres. Segundo dados do IBGE, 51,5% da população é feminina. E 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, conforme a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado em 2017 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

O comando de mulheres nos lares brasileiros, diz o Ipea, aponta “uma mudança de auto percepção das mulheres em relação à sua posição dentro da família”. Elas lideram 43% dos domicílios urbanos e 25% nas áreas rurais.

Mesmo tendo papel decisivo no orçamento doméstico, a grande maioria das trabalhadoras está no mercado informal. De um total de 93 milhões de ocupados, apenas 43,8% (40,8 milhões) são mulheres. Estes dados são de um estudo especial feito pelo IBGE para o Dia Internacional da Mulher, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

 

Liderança financeira

Ter o controle financeiro doméstico parece ser mesmo um papel feminino. Inúmeras pesquisas provam que são elas que ditam as regras de gastos dentro de casa. A liderança financeira feminina no Brasil está em todas as faixas sociais e foi destaque no mapeamento mundial de investidoras do UBS Investor Watch. No estudo “Own Your Worth – Why women should take control of their wealth”, as brasileiras aparecem ao lado das mexicanas com as maiores taxas de liderança ou na divisão com seus parceiros das decisões financeiras familiares.

O Brasil tem uma porcentagem de 33% de mulheres à frente do planejamento financeiro familiar. Já na partilha de tarefas associadas à economia doméstica, o Brasil fica com uma fatia de 22%.

E para essas mulheres que precisam controlar o dinheiro da família, temos algumas dicas na Cartilha do Orçamento Doméstico e um modelo de planilha para lançamento das receitas e despesas mensais, que podem ajudar nesse desafio.

 

Dia Internacional da Mulher

Comemorado desde 1975 no dia 8 de março, conforme oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU), esta homenagem, diferentemente de outras datas comemorativas, não foi criada pelo comércio e, sim, pela história. A data é um dia para reivindicar igualdade de gênero, aproximando-a de sua origem na luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Conta a história que a origem da data está relacionada ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911, na Triangle Shirtwaist Company, quando 125 trabalhadoras morreram de um total de 146 mortes. Este incêndio mostrou as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

Outros atribuem a data à grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Há também registros de 1917, da Rússia, quando cerca de 15 mil mulheres foram às ruas no dia 8 de março contra a fome e a guerra e por melhores condições de trabalho, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

 

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