Comprar à vista a prazo? Dicas da Boa para decidir

Quando o assunto é como pagar uma compra, se à vista ou em parcelas, os educadores
financeiros afirmam que evitar dívidas futuras é a melhor saída. Ou seja,
recomendam à vista.

Mas essa não é uma verdade absoluta. A decisão em fazer o pagamento total na hora
da compra ou parcelar o valor vai depender da análise de alguns fatores.

Para ajudar você a responder essa questão e para que possa realizar suas compras
numa Boa, aqui vão algumas dicas:

Preciso comprar e não tenho dinheiro

A urgência na compra é fator determinante para a decisão de pagar à vista ou
parcelado, caso não haja dinheiro disponível no momento.

Por exemplo, se há a necessidade de comprar uma geladeira ou um par de óculos, que
quebraram. A compra parcelada vai possibilitar adquirir o item imediatamente
caso você não tenha o dinheiro.

Afinal, não é possível ficar sem geladeira e nem sem os óculos. Aí, o que vai
determinar na decisão é o bom senso.

A compra parcelada pode evitar inclusive de cair no crédito rotativo do cartão ou
nos juros do cheque especial, normalmente muito mais altos do que os do parcelamento.

Se você tem o dinheiro, mas o pagamento à vista vai deixá-lo sem nenhuma reserva
financeira, é preferível também parcelar. Caso apareça alguma emergência, você
terá recursos financeiros e não vai precisar entrar no cheque especial.

É também vantajoso comprar parcelado quando não houver desconto no pagamento à
vista. Se tiver o valor para pagar a compra de uma só vez – e se for uma pessoa
organizada -, opte pela compra parcelada, pague a primeira parcela e aplique
(pode ser na poupança) o valor restante.

Vai retirando a quantia de cada parcela mensalmente para quitá-la. No fim do prazo
verá que teve um rendimento, que pode parecer pouco, mas não deixa de ser um
lucro.

Benefícios futuros

Pagar em parcelas é uma boa opção para quem precisa adquirir algo que vai trazer
benefícios futuros.

Exemplos: se necessitar de um carro novo, um equipamento qualquer, um computador ou
outros bens que serão usados para o trabalho e vão gerar renda. Ou até mesmo
para fazer um curso, que será fundamental para o desenvolvimento profissional.

Parcelas que cabem no bolso

Antes de fazer qualquer parcelamento, verifique o orçamento doméstico para saber se o valor mensal não irá deixar você no vermelho. Se ainda não sabe como prepar esse orçamento, baixe a “Cartilha do Orçamento Doméstico”, aqui.

Dinheiro está aplicado

Será que vale a pena sacar o dinheiro aplicado para comprar à vista? Ou será que o
rendimento compensa os juros do valor parcelado?

Para decidir, pense no rendimento da aplicação, nos juros das parcelas do que quer comprar
e no desconto oferecido para o pagamento à vista.

Parece complicado? Vamos traduzir.

Primeiro é bom saber que, conforme a Resolução 3.517/07, do Banco Central, quem vai ceder o crédito é obrigado a informar a composição do Custo Efetivo Total (CET), detalhando os encargos que compõem o financiamento.

O CET é a taxa que considera todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito contratadas. Nele estão a soma de taxas de juros, os tributos, as tarifas, o IOF, o seguro e as demais despesas do contrato de financiamento ou parcelamento.

Sabendo o que é CET e conhecendo o valor dos rendimentos de sua aplicação, faça o cálculo dos juros que pagará na compra a prazo.

Para ajudar a fazer esta conta, uma boa ferramenta é a Calculadora do Cidadão, do Banco Central. Com ela é possível fazer várias
simulações, como de cálculo de tempo que um empréstimo será quitado tendo como
informação o valor, a porcentagem de juros e o valor de cada prestação.

Com estas dicas, você pode decidir como é melhor pagar suas contas, se à vista ou
parcelado. Siga a Boa Vista no Facebook e fique numa Boa! 😉

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