Você pode pagar o IPVA em parcelas. Conheça os caminhos

O parcelamento do IPVA pode ser uma boa opção para tá com dinheiro curto neste início do ano. Entretanto, oficialmente só é possível fazer a quitação do IPVA no número de parcelas estabelecido pelo Estado o qual você reside. Em São Paulo, por exemplo, só em três vezes. Mas alguns aplicativos e despachantes oferecem o parcelamento em até 12 vezes.

Quer saber como fazer o parcelamento do IPVA? Vamos explicar.

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O que é o IPVA

Sigla do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA é cobrado anualmente pelas Secretarias da Fazenda de cada Estado.

O vencimento do imposto é diferente em cada unidade da Federação. Alguns Estados centralizam o pagamento nos primeiros três meses do ano e oferecem o parcelamento do IPVA em até três vezes (além da parcela única). Outros, no entanto, possibilitam parcelar em mais vezes e há aqueles que só aceitam parcela única, mas o valor é cobrado de acordo com o final da placa do carro. Por exemplo, na Paraíba, quem tem carro com placa final 1, é obrigado a quitar o IPVA em janeiro. Já quem tem placa zero, em outubro.

Quanto é cobrado de IPVA?

O valor do IPVA tem relação direta com o valor do carro. Mas cada Estado estabelece a própria alíquota, que varia entre 2% e 4% do valor do seu automóvel.

Então, para você saber o valor do IPVA do seu veículo é preciso consultar a tabela Fipe e depois qual a alíquota estabelecida em seu Estado.

No Acre, por exemplo, é de 2%. Esta mesma alíquota é cobrada no Espírito Santo, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins.

Por sua vez, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí e Sergipe, a porcentagem é de 2,5%.

Já em Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Roraima, de 3%.

Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraná, 3,5%. Em Goiás é de 3,75%.

A maior alíquota, de 4%, é cobrada em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Por exemplo, se você mora em São Paulo e seu veículo tem valor de R$ 30 mil, basta multiplicar por 4%. O valor do IPVA será de R$ 1.200,00. Se optar por pagar à vista, terá desconto de 3%, ou seja, cairá para R$ 1.164,00.

Quer o parcelamento do IPVA?

Como já dissemos acima, o parcelamento oficial, ou seja, estabelecido pelo Estado em que você mora, pode variar entre três vezes e 10 vezes.

Assim, se o parcelamento do IPVA for sua opção no momento, você deve consultar site da Secretaria da Fazenda de seu Estado para ver em quantas vezes é possível fazer a quitação deste imposto.

Outras possibilidades de parcelamento

Em São Paulo é oferecida a opção de fazer o parcelamento em mais vezes por meio de empresas credenciadas pela Secretaria da Fazenda e pode ser usado até o cartão de crédito.

No entanto, são cobradas taxas e as credenciadas têm autonomia para definir as condições comerciais das transações (número possível de parcelas, juros aplicáveis e outras taxas).

Mas há um porém para parcelar o IPVA por estes canais: ele tem de estar vencido e não pode ter sido inscrito na dívida ativa. Em alguns Estados, depois de 30 dias o débito do IPVA é enviado para a dívida ativa. Em outros, pode levar 6 meses.

Outra opção é contatar despachantes ou mesmo baixar aplicativos que aceitam fazer o parcelamento do IPVA. Também nestes casos é preciso estar vencido e há cobrança de juros, pois funciona como um empréstimo.

Quais veículos têm isenção de IPVA

Veículos acima de 15 anos podem estar isentos de IPVA, assim como táxi, carro de profissionais médicos ou de pessoas com deficiência que têm veículos com alguma adaptação. Mas cada Estado tem suas regras próprias de isenção.

Falando em idade do veículo, estão isentos de pagamento de IPVA:

  • Carros com mais de 15 anos no Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe e Tocantins;
  • Carros com mais de 18 anos no Mato Grosso;
  • Carros com mais de 20 anos no Acre, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

E o DPVAT?

Uma boa notícia é que o seguro DPVAT não será cobrado em 2021, conforme anunciado em 29 de dezembro pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão ligado ao Ministério da Economia.

Portanto, uma despesa a menos no seu bolso neste início de ano.

Apesar da isenção do DPVAT em 2021, a cobertura do seguro continua valendo e quem não pagou no ano passado continua com o valor em aberto.

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